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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu A(ssa)ssinei


Fazei vós o que vossa mão entenda...
Peregrinando até Aqui.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

And the Oscar goes to...


- Escreveu alguma coisa sobre gays?
- Sim, uma vez.
- Falou no casamento gay?
- Sim, quando me puseram dois palermas à frente e me deu jeito tocar no assunto para as audiências se manterem.
- Então tome lá, tome… vá, tome… um Prémio!
- Um prémio!?…Mas… até fico espantado…!
- Não interessa, vá, venha lá que é giro, fica bem nas fotos, tem imensa piada e fez tanto pela nossa causa que não pode recusar.
- Ok, ok.

Who's next?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Que linda voltou a ser esta Marcha...




... pelo Desemprego.


Como a gente fica a saber aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, ...


E ora pois, que gentes LGBTTQ..., mulheres, negr@s, imigrantes, emigrantes, cigan@s, ..., não devem mostrar-se assim!


Verdade é que têm que calar muitas vezinhas (leia-se: quase sempre), estejam emregad@s ou não.


Lindo!


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tão (?) Gays!


Pois por aqui se fica a saber que...


... Somos tão (?) gays que não cabemos livremente no cinema. Somos tão (?) gays que temos sexo "demasiado forte". Somos tão (?) gays que o nosso sexo é mais forte e muito mais perigoso do que o da "norma". Somos tão (?) gays que nem precisamos de nudez frontal (?) para não cabermos nem no cinema nem na democracia. Somos tão (?) gays que suscitamos a incongruência de afinal não ser frontal mas ser de quatro. Somos tão (?) gays que não podemos querer ser sexualmente espancados. Somos tão (?) gays que ficamos entre a espada (ui... demasiado efeminados!) e a parede (ui... demasiado masculinos!) se mostrarmos que às vezes mostramos sexo. Somos tão (?) gays que arrasamos com a melhor das interpretações se num momento menor de um filme nos pusermos de quatro. Somos tão (?) gays que provocamos "crises cardíacas" aos pobrezinhos que não aguentam ver cavalgar, embora muitos deles, como muitos de nós, não queiram fazer outra coisa. Somos tão (?) gays que nos atribuem uma "hipersensibilidade". Somos tão (?) gays que talvez façamos pensar se não será Obama tão não-branco (?) que o torne incapaz de assegurar a democracia (a americana e a do mundo, que lhe vem sempre agarrada). Está-se mesmo a ver que a afluência ao filme será tão disseminada quanto é forte a publicidade que a censura consegue fazer-lhe. E talvez sejamos tão (?) gays que até na PSP consigamos que a masculinidade seja tão (?) incompatível com a homossexualidade quanto os alhos têm a ver com os bogalhos.
Haja quem nos valha e nos ponha de quatro.
Desde que com vontade consentida e com prazer, obviamente.

terça-feira, 17 de março de 2009

Still the Sacred Genocide


António, António, António... onde estás!? Volta depressa, mas mesmo muito depressa, para voltares a desenhar, desta vez com a tromba do Bento.

Venham depois dizer-me que a Igreja não é assassina! É pior... mata em massa!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pornomania ainda


Mas o melhor de tudo isto, é que já vou na quarta notícia do Público em que é reproduzida a "grande e problemática dor de projecção" - ou seja, a imagem que incomodou a labregada policial (já para não falar na permanência da mesma imagem na página web do jornal). Nunca Courbet teve tanta (prositiva!) projecção de que me lembre entre nós e a pergunta que se segue será, inevitavelmente: vamos ter um PSP idiota em todos os sítios onde esteja/ seja lido o Público?

PS - para tentar que o registo fique mais permanente do que do Público, também eu me socorro da ARTÍSTICA imagem.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Pérolas de SÁBADO


A SÁBADO é o que a gente já sabe. Dei por mim a ler mais uma totalmente estapafúrdia reportagem da edição de 5 de Fevereiro, que dessa reportagem faz capa.
Ficam as “pérolas” que não resisti a registar.

Pérola 1 – o título – “a moda das aventuras sexuais entre mulheres” – moda devia ser a gente já vomitar de nos virem com esta da “moda” e as imprecisões abundam, a meter no “saco das aventuras” muitas outras realidades que não são aventuras porra nenhuma;
Pérola 2 – “o álcool, um dos maiores catalisadores para as primeiras experiências sexuais entre mulheres [pouco sexista, não?] serviu de desculpa para se espicaçarem [notem: “espicaçar” é palavra empregue para dizer que tiveram sexo uma com a outra! Lindo!]”
Pérola 3 – “Maria vê nestes envolvimentos [sexuais com mulheres] uma forma de estimular o segundo casamento, …, desde que ele [o marido] assista, é claro” – já faltava a estimulação, não do casamento, nem dela mesma, mas do marido machista e prepotente; isso, sim, é que “é claro”;
Pérola 4 – Tão claro que o tal marido da Maria se denuncia a si mesmo nestas maravilhosas declarações: “É excitante ver a minha mulher com outra, mas há limites. Se ela estiver disposta a fazer sexo, terei de estar presente”. Tudo dito!
Pérola 5 – As perguntas de Fernando Alvim a São José Correia: “Entusiasma-te dois corpos femininos?” (…) “Qual é a diferença entre ires para a cama com uma mulher ou com um homem?” (…) “Com um orgasmo também é assim?”. Únicas respostas à letra: não têm que ser “dois” corpos, não têm que ser “femininos”, vê lá se chegas ao cúmulo de pedir um desenho, já devias ter feito moche forte quanto bastasse para desapareceres do mapa, ó Alvim!
Pérola 6 – (corroboração absoluta da qualidade transversal da reportagem, que nos brinda com a sistemática ideia da “moda” de que faz título e que insiste na condição mais ou menos alcolizada das mulheres que se “aventuram” sexualmente com outras):
"Ela era [?] – e é [?] – 100% [?] heterossexual [?] e a colega [com quem teve sexo] também [?]: uma mulher com um casamento feliz [não vá haver aqui mentes porcas!], dois filhos [agora é que as mentes porcas estão tramadas!] e adepta de jogos eróticos femininos para quebrar a rotina da relação [100%?????????] conjugal”.


Que seria de nós (e, em especial das mulheres) sem a preciosa SÁBADO?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Isabelinha... pior que a de Bragança


Confesso que também fiquei angustiado, mas com esta senhora, por ser "a mais tradicional das virgens"... de conhecimento sobre aquilo de que fala. Palhaça!
We are here to recruit you!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Espinhos de Rosa Murcha

Podes ser gay ou lésbica. Podes meter-te na cama com quem quiseres, mas não te orgulhes de amares alguém. Podes viver anos a amar esse alguém, mas não esperes que te reconheçam a beleza do amor como se gostasses de alguém que não é do “mesmo sexo” que tu. Podes brincar aos casamentos, mas não te armes em cara(-de-)pau de corrida, que rebentos não são para ti.
Podes e deves votar em nós. Nós prometemos ajudar-te a fazer de conta que o teu casamento é igual a qualquer outro.
Teu, PS.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Jorgetes e Manelinhas, vão de retro!


Em estúpida resposta pseudo-desculpabilizante disto

“O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, disse ontem que a Igreja «não tem nada contra» casamentos entre católicos e fiéis de outras religiões, mas pediu que essas uniões respeitem os «valores católicos» das famílias. […] Segundo o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão, a advertência do Cardeal Patriarca é um “justo conselho de realismo” e afastou de qualquer «discriminação ou menosprezo» pelo islamismo”.
Jornal Metro, 15 de Janeiro de 2009

Eu, que sou muito, muito burro, gostava que me dissessem:
1. porque é que alguém que “não tem nada contra” alguma coisa, prefere e profere a supremacia de “outra” coisa?
2. o que são, nestas matérias, a “justiça” e o “realismo” de um conselho?
3. como é que depois de tanto disparate junto e de tão explícitos ataques ainda falam em ausência de “discriminação ou menosprezo”?
4. porque é que há ainda quem não veja que… cada tiro, cada melro?
5. por quanto tempo haverá gente a seguir “conselhos” de semelhante seita?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

La Raina muy de Lejos!


Sua (obviamente não minha, mas de quem a quiser!) Majestade, a Rainha D. Sofia, estava desejosa de ser contemplada neste Blog. Mostrou-o nos factos das suas majestosas palavras (o problema é mesmo esse, terem sido majestosas) sobre vários assuntos, tendo eu ficado majestosamente encantado com dois: a violência doméstica e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. São, entre outras, duas pérolas brilhantes que lhe ficarão na coroa. Quanto à violência doméstica, o brilho da pérola é a sua insistência na (ignorante e, portanto, conivente) alegação de que há insistência sobre o assunto por parte da comunicação social. Não admira: são setenta anos em que a senhora se habituou à violência privada de se fazer, com os seus, tão privada. Para depois se fazer pública a dizer o que não deve, quando governa um dos reinos onde mais mortes se contam entre paredes, umas mais faustosas, outras menos, mas todas elas infelizes, por definição. Argumenta a monarca que falar-se sobre o assunto, “pode ser contagioso, dando-se ideias a outros que imitam” a barbaridade. Sendo assim, há que depreender que também a sua querida família, que mesmo estando no trono não deixa de ser humana, está sujeita às tais imitações, a ter ideias que não deve, a contagiar-se. Falta saber, em potencial de contágio e de imitação, quem agredirá quem (embora isso não interesse para o caso, que é mau em qualquer caso): Letícia, Filipe, Juan Carlos, os rebentos e a própria Sofia estão aptos, a qualquer momento em que leiam um jornal ou liguem a televisão, a atirar sobre outrem, a espancarem-se, a serem pérolas monárquicas do contágio. Lá saberá a rainha que ideias e/ou que actos se têm desenvolvido entre as paredes do Palácio Real!
A dita senhora consegue, pelo menos, ser consistente com o que diz. Porque na mesma linha de pensamento opina sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Que se durma na mesma cama quando se tem “outra (?) tendência (?) sexual (?)”, mas que se fechem as cortinas para que Espanha mantenha o decoro. Diz que não empatizou com Aznar, o que me leva a imaginar que deve sua Majestade correr riscos bulímicos quando se acerca de Zapatero. Indignada porque há quem sinta orgulho por ser gay (a gente percebe, porque orgulho é coisa que nunca caberia a uma Rainha!), porque os gays sobem para um carro e saem em manifestações (a gente percebe, porque subir a um carro e ter milhares de acenos manifestantes de embevecimento é coisa que nunca caberia a uma Rainha!), porque se vestem de noivos e se casam (a gente percebe, porque vestidos de gala e caudas gigantescas de casamento são coisas que nunca caberiam a uma Rainha!), a pobre (de espírito, como é óbvio) deve a-do-rar o José Luís, ainda mais quando diz que tudo isto vai contra as leis do país que lhe veste a coroa, leis que o José Luís em nada suportou!
O assunto esgota-se no maior favor que a Rainha começa por fazer a si mesma e, em seguida, a quem tem dois dedos de testa (que é coisa fácil perante a dela, imensa em extensão, minúscula em serviço): o favor de dizer que “se todos os que não somos gays saíssemos em manifestação… entupiríamos o tráfego”. Ó Sofia, a questão é que já entopem: o tráfego, as vontades homofóbicas como a tua, os números das mortes acontecidas sobretudo entre os únicos casais que reconheces como dignos de tal nome, a montanha de violências sobre gente que tem tanto direito a vestidos como tu e, talvez acima de tudo, as filas para compra do livro em que acedeste expor (para mim, em jeito de Real violência pública) as baboseiras com que nos presenteaste.
God Shave the Queen!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Agradecer-Vos


Há que agradecer-Vos, Senhores, pelo 10 de Outubro que prometeis oferecer-nos. A tant@s de nós que ainda vos críamos. Há que agradecer-Vos, por serdes tão grandes que não ousamos sequer alcançar-Vos nas intenções que nos demonstrais. É de todos os passados que se farão as Vossas magnificentes oferendas nesse dia. De todos os passados em que, mesmo repelid@s nos nomes que ousámos dizer, não necessitámos afinal de Vós para os termos ousado. Vireis lembrar-nos de todas as forças que não deixaram de assistir-nos desde que somos quem somos, porque jamais podereis deixar de falar de nós, mesmo que queirais calar-nos. O silêncio e o não, não sei se percebereis, são dizeres menos dignos, mas nem por isso pouco pronunciados. Como pronunciadas foram e são as negações que hoje continuamos a rezar na História e nas histórias. Por isso não ousamos alcançar o que alcançais Vós, que é fingirdes que a História não se inscreveu, que é julgardes decidir sobre o que decidimos nós há tanto tempo, que é pousardes sobre tronos de que nada servem, ao estarem demasiado altos para avistarem as tantas histórias de amor que à História não conseguireis roubar.
É também em todos os presentes que irão recair as Vossas magnificentes oferendas. Nos presentes orgulhos de não sermos como Vós, no orgulho de sermos como queremos que nos queiram, na vergonha da vergonha que nos tendes. Em todos os presentes que nos damos entre nós, quando nos unimos para Vos dizer que persistiremos, como “gentes nem remotas nem estranhas”, mas seguramente como remotas e estranhas a Vós, que remotos e estranhos sois à cidadania que havíeis prometido. Em todos os presentes constituintes de famílias numerosas, ideia que abençoais sem percebê-la, porque famílias enormes somos nós ao fazer do sangue coisa bem menor do que os laços que nos apertam. No coração e na boca que Vos mostramos sem que nos saibais sentir nem ouvir. Estais longe, muito longe, para sentir-nos e ouvir-nos e por isso há que agradecer-Vos quando nos sabemos menores do que Vós, mais tão mais chei@s de vontade de nos legislarmos nas intenções de resistência que nos fortalecem. Há que agradecer-Vos por estamos mais perto de todas as outras realidades que calais, negais ou fingis serem Vossas: as realidades das vergonhas que provocais em quem não considerais. Porque a Vossa cidadania é feita de gente remota e estranha à não-condição humana. O que nos dareis de tão magnificente oferenda é a possibilidade de pensarmos ainda mais do que já temos pensado no que pensarão, ao nosso lado, tod@s os que percebem a vergonha que nos tendes. Tende cuidado, Senhores, com o que ao fazerdes de nós dais de exemplo a outras gentes que nos transportam na pele porque também como não-gentes são tratadas. Dessas outras gentes estamos a falar-Vos sem que nos ouçais, dessas outras gentes deixámos de dizer que são “outras” ou não estaríamos a exigir o que exigimos, que é sermos presentes na presença plural, igualitária e cidadã que como mais pequenos conhecemos e sentimos sem ambicionarmos a Vossa insuficiente grandeza.
De futuro hão-de fazer-se ainda as oferendas que nos reservais. Quando pudermos contar o que deixastes Vós na História desse dia. Digais o que digais, calais o que calais, há-de servir a vossa oferenda para lembrar que mesmo na inquietude Vos lembrastes de nós. Que fracturantes fostes para nos garantireis que inteiros permanecemos. Que de tod@s os que aqui permanecermos não soubestes dar nem conta, nem medida. Porque em tanto negro demorastes sobre o que de há longe era claro: que de Vós tivemos vergonha, sem vergonha de vos arrancarmos a vergonha sobre nós. E que a cidadania não foi Vossa, mas de tod@s os que por ela fizemos. Para sabermos que havia tanto e tão pouco a fazer pelo que fomos, somos e seremos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ascoroso


Gonçalo da Câmara Pereira. Bastião da Tauromaquia, do marialvismo, do chauvinismo, da labreguice com a "nobreza" e a monarquia de dedo em riste. Triste. Estúpido, mais do que os touros que gosta de pegar. Porque gosta de dizer, com sorriso ascoroso em comentário de programa igualmente ascoroso que "a homossexualidade é doença, se pega, que é, como se costuma dizer, o que pega de empurrão”. Novamente risos em pose tauromáquica a dar cotoveladas noutro palerma chamado Cláudio Ramos, mas que ainda assim conseguiu ser menos palerma do que é costume ao afirmar que não, que não é doença (espanto… ou quem sabe se caminho de real afirmação). Um esterco que mostra que a "verdade" (a deste labrego e a de muitos outros) não compensa. Mais do que isso: faz mal, é perigosa, replica as inclassificáveis reacções que quotidianamente vemos repetidas. Porque, seja a redundância redundante, a "verdade" não é verdade. E é um nojo quando se diz verdade.
Pergunta seguinte: quando é que este esterco de programa é retirado do ar?

PS - Naturalmente, os touros não têm culpa do palermóide do Gonçalo e conseguem ser pintados a rosa, cor que não ficava nada mal ao palermóide. Não bastava era vesti-la, era preciso senti-la.

sábado, 20 de setembro de 2008

Antes fosse... Alegre


É facto que Alegre trouxe exactamente o que necessitávamos de ouvir. Não o que desejamos que seja dito. Mas que é exemplar no conteúdo. Exemplar de tão ignorante, nem mais nem menos do que ignorantes têm sido as posições da “maioria” (não sei o que a palavra significa!) parlamentar. Os “jovens socialistas”, canta o Alegre, estão mal, muito mal, porque defendem “temas fracturantes [e eles, os Alegres, a darem-lhe!] que estão na moda e depois passam”. Sim, seguramente mais na moda do que o Alegre, que é triste na sua obsoleta e pro-poética (e por isso pouco real) abordagem. Mas o que já me aborrece de morte (e nela não encontro sentido) é a pronta necessidade de justificação que os mesmos jovens se dão ao trabalho de lhe oferecer: a de já terem feito algo em prol das “outras” (também não sei porque são "outras"!) necessidades do país. Não, queridos. Bem sei que estamos fartos de saber que vos cabe defenderem a concretização de agendas. Mas não, a resposta mais pronta e verdadeiramente alegre não devia, digo eu, ser a que dão. A precaridade do emprego jovem, os manuais escolares necessários à aprendizagem, a redução de custos de trasporte, os estágios profissionais, todas estas coisas que o Alegre diz serem de “mais urgência” são grandemente beneficiadas pelos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. É porque não fazem de conta que gostam umas das outras, é porque querem celebrar com sustentação jurídica os esforços de contribuição conjunta para o bem estar acrescido do país dos Alegres, é porque sabem que a precaridade laborar pode em muitos aspectos ser reduzida, é porque pretendem que os transportes tenham custos em pé de igualdade com os benefícios que a casais de sexo diferente são conferidos, é porque os bons manuais devem incluir a referência igualitária a casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é porque estando-se bem na relação com @ parceir@ que mais provavelmente os estágios (profissionais e outros) podem correr melhor, é por todas estas e muitas mais coisas da vida que tantas pessoas do mesmo sexo, se responsáveis e respeitadoras da sua condição cidadã, pretendem (e necessitam de) dar o nó com apoio do Estado em que vivem.

Precisavamos pois de ouvir Alegre para perceber quão bem as suas palavras ilustram a discussão estapafúrdia que ainda temos que aturar. Ou melhor, precisavamos de o ouvir para termos certeza da incerteza que já sabíamos que nos condena. Mas mais do que todas estas contribuições a um Estado de direito que pessoas do mesmo sexo podem dar se casadas, faz-me bem pensar que é em busca de estabilidade afectiva que muitas destas pessoas podem marchar pela mão do casamento. Porque sim, Doutora Maria de Belém, é de igualdade (a senhora é que costuma dizer que sabe disso, embora não pareça) que se trata. Não se junte ao Alegre, que fica tão triste como ele e veja se entende de uma vez por todas que a questão é mesmo prioritária, porque prioritário é o bem estar e a felicidade relacional de quem se entende como cidadão. Porque prioritária é sempre a vontade de que se reconheça aquilo a que todas e todos temos direito: ter direito, com apoio do Direito.

domingo, 31 de agosto de 2008

Nothin' Is What It Seems


Acabei de ouvir no Jornal 2:
Sarah Palin, no auxílio a McCain, promete aguerrida luta contra o aborto e contra os casamentos homossexuais como principal estratégia para ganhar votos das mulheres e dos republicanos mais conservadores.

Mas de onde é que saiu este monte imbecilóide de laca?

Ah... pois, esqueci-me, it’s the american dream!

A Madonna não está nomeada!?
(relembrá-la aqui vale mesmo, mesmo a pena... 'cause she knows)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Mudam-se os tempos, as vontades nem por isso.


As mulheres, quando trabalham juntas, só dão problemas.

Foi o mote para uma violenta discussão em local de trabalho. E não, não foi violência doméstica, foi pública. Com o entristecimento de:


1. saber que a maior parte das mulheres (!) que defendeu isto são psicólogas;
2. ter sido eu, único homem (!) presente na discussão, a opor-me com violência à violência do que proferiram;
3. as colegas exercerem a sua profissão em evidente jeito de discriminação no espaço que não é o do café (e já mau era que o fosse) mas o da clínica;
4. ter reforçado eu, em carne viva, a ideia de que assim se espelha o mundo que insiste mesmo em não mudar.

No final, chave de ouro (não ouvi, mas os olhares e as posturas falam po si):
disse o que tinha dito porque sou gay.
Vou dormir, oxalá que muito.
PS - imagens como a deste post são raríssimas e provam que os homens quando trabalham juntos não dão problemas nenhuns. Mesmo nenhuns!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Prá Ortiga que o pôs!


Renovamos a vontade de dar o nosso contributo ao bem comum, sem renunciarmos à nossa identidade e diferença e sempre em respeito pela pluralidade confessional e religiosa
D. José Ortiga
Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
TV NET, 28 de Novembro de 2007

Vossa Reverência professa:

- que renova o que está cheio de mofo;
- um bem que deixou de me ser comum há muito tempo, por força das circunstâncias pessoais e históricas;
- uma diferença que é muito, muito mais estreita do que a que eu conheço, reconheço e a que tento ser fiel (assim como a outras diferenças que ainda não conheço);
- a pluralidade que conhece, embora negue e ajude a condenar a que não lhe interessa conhecer;
- uma pluralidade que, pelos vistos, tem de ser a confessional e a religiosa, o que não é lá muito plural.


Já agora… veja lá se me explica como é que no meio de tanto bem comum, de tanto respeito e de tanta pluralidade, 25 padres de Braga declaram o salário mínimo mas recebem 800 euros! (reconhece Vossa Reverência no Público de 4 de Abril de 2008).

De minha parte, até prefiro que não explique e vá à Ortiga. A planta nem é feia, mas de traiçoeira tem que chegue. Dá comichão (a mim, tanta que me intoxica), espalha-se que nem chatos e pode provocar doença fatal chamada Ratzinger.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Policarpo sem nehum Dom


O cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, afirmou ontem, na homilia de Natal, que o afastamento de Deus, ou o seu esquecimento e negação, constituem "o maior drama da humanidade".

DN online


Não precisamos de mais para saber que o grande drama está em pessoas como Vossa Senhoria.

As guerras, a que sempre chamais "santas", são menores; gente que não come, a que chamais impositivamente "fiéis", são coisa pouca; as mulheres, a que sempre castradoramente colais a putrefacta condição de Evas, não são para aqui chamadas; toda a merda que abençoais de olhos disfarçadamente fechados são um pequeníssimo drama. Não haja dúvidas.

IDE TODOS À MERDA COM A VOSSA FALTA DE DÚVIDAS!